A IASP (International Association for the Study of Pain) conceituou a dor como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano real ou potencial dos tecidos ou descrita em termos de tais lesões”. Dentre várias formas de conceituar a dor, a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) classifica a dor em três tipos, considerando a duração de sua manifestação:

Dor aguda – Funciona biologicamente como alerta para o organismo e é decorrente de sintomas. Manifesta-se transitoriamente durante um período relativamente curto, que pode durar de minutos a algumas semanas, e está associada a lesões em tecidos ou órgãos. Inflamações, infecções e traumatismos são algumas das causas.

Normalmente, desaparece quando a causa é diagnosticada e tratada corretamente.

Dor crônica – Decorre de processos patológicos crônicos nas estruturas somáticas ou disfunção prolongada do sistema nervoso central. A cronicidade transforma o sintoma ‘dor’ em doença.Tem duração prolongada, pode se estender de vários meses a anos, e está quase sempre associada a um processo de doença crônica.

A dor crônica também pode ser consequência de uma lesão já previamente tratada. Para alguns autores, a dor crônica é aquela com duração superior a três meses (alguns consideram esse limite como 6 meses), ou que ultrapassa o período usual de recuperação esperado para a causa desencadeante.

Dor recorrente – Ocorre em episódios de curta duração, mas tem uma característica crônica porque se repete ao longo de muito tempo, às vezes, durante a vida. Não está associada a uma etiologia específica, como acontece no caso da dor aguda ou crônica. Considera-se dor recorrente quando ocorrem pelo menos três episódios em um período mínimo de três meses com intensidade suficiente para interferir nas atividades habituais.